O caminho de volta para o hotel foi silencioso, mas não desconfortável. Nossas mãos continuavam entrelaçadas, e eu sentia o calor da pele dele contra a minha como se fosse uma extensão do que começava a ferver por dentro. A conversa na areia ainda vibrava em mim, como se tivesse aberto uma porta que eu nem sabia que mantinha trancada.
Quando entramos no elevador, Matheus encostou-se na parede de espelhos e me puxou suavemente para perto. Não disse nada — apenas passou os dedos pelos meus cabelo