Ela o encarou por um momento, em silêncio. Não havia raiva em seus olhos, mas também não havia perdão. Apenas uma verdade crua, exposta como uma ferida aberta. Seus ombros estavam tensos, e os olhos, embora firmes, pareciam carregar anos de noites mal dormidas e lágrimas engolidas.
— Não estou dizendo que você foi o culpado. — respondeu ela, com calma, mas com uma firmeza que cortava como vidro.
— Mas foi por causa de você. Por causa do nosso acontecimento. Por causa da criança que crescia d