O silêncio tomou conta da casa.
Depois que a palavra lobisomem saiu da minha boca, parecia que não existia mais volta.
Não existiam mais mentiras.
Não existiam mais desculpas.
Augusto permaneceu imóvel.
Por alguns segundos.
Longos segundos.
Então ele se sentou lentamente.
Como um homem que carregava um peso há décadas.
Eu continuava em pé.
Tremendo.
Chorando.
— Me fala a verdade.
Minha voz saiu fraca.
— Toda ela.
Augusto levantou os olhos.
Pela primeira vez desde que eu chegara a Serra da Lua,