Quando estaciono o carro diante da casa de Augusto, ainda consigo me lembrar da sensação que tive naquele momento.Hoje, olhando para trás, parece uma cena simples.Mas não foi.Porque eu estava deixando para trás uma vida inteira.E chegando a um lugar onde não fazia ideia do que me esperava.Desliguei o motor.Por alguns segundos permaneci sentada.Observando a casa.A varanda de madeira.As roseiras que minha tia havia plantado muitos anos antes.As montanhas ao redor.Tudo parecia exatamente como eu lembrava.E, ao mesmo tempo, completamente diferente.Talvez porque eu tivesse mudado.Talvez porque aquele lugar estivesse prestes a mudar minha vida.A porta se abriu antes mesmo que eu pegasse a primeira mala.— Helena!Sorri imediatamente.Augusto atravessou a varanda quase correndo.Abriu os braços.E me abraçou com força.Daquele jeito que só as pessoas que realmente nos amam conseguem fazer.Sem pressa.Sem reservas.Sem perguntas.Apenas amor.Fechei os olhos.Sentindo o aperto
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