Ódio, puro e corrosivo, era o único sentimento que dominava Iago Savoia. Ódio pela esposa, pela primogênita inútil, pela caçula desavergonhada, mas, acima de tudo, ódio por Maximiliano Gonzalez. Estava entrevado numa cama de hospital, era chacota na cidade e dentro de sua própria casa, tudo por culpa de um novo rico que jamais passaria de um maldito ladrão.
— Querido, sente-se melhor?
Queria rir, mas nem mesmo isso conseguia fazer. Deitado naquela cama como um inválido, letárgico devido às med