Marco entrou no meu escritório sem bater. O som da porta se fechando às suas costas teve um peso definitivo, o tipo de ruído que anuncia que o eixo do mundo acaba de se deslocar. Continuei sentado, os olhos fixos nos relatórios de exportação, mas as palavras já não faziam sentido. O silêncio de Marco era pior do que qualquer notícia dita às pressas; era o silêncio de quem carrega um cadáver.
— Fale — ordenei, sem desviar o olhar do papel.
— A Bratva está inquieta, senhor.
Dessa vez, levantei o r