Saulo Narrando
O cheiro de sangue sempre volta primeiro.
Ferro quente misturado com poeira velha e óleo queimado. O galpão estava abafado, luz baixa, concreto manchado de histórias que ninguém contava duas vezes. Um deles gemia no chão. O outro já não fazia som algum.
Bebi o uísque direto da garrafa.
Ardeu como devia.
Traguei o cigarro devagar, soltando a fumaça pelo nariz enquanto observava o homem ajoelhado à minha frente tremendo. Gente assim sempre acha que vai negociar no último