Continuação.
Estávamos sentados num restaurante discreto, daqueles que tentam parecer simples, mas têm segurança demais pra enganar alguém atento. Eu estava entre Maria e Paulo. Diego ocupava a cadeira logo atrás de mim, numa posição estratégica — hábito que ele nunca abandonava.
— E você? — Paulo perguntou, apoiando os cotovelos na mesa. — Está bem?
— Eu estou, mas estou com medo.
Maria franziu o cenho.
— Medo de quê?
— Ah você sabe né— respondi
Diego inclinou um pouco o corpo.