Continuação.
Estávamos sentadas no chão, cercadas por caixas abertas, fraldas, mantas e cheirinhos de bebê. Ela dobrava com calma, como se cada gesto fosse um ritual, enquanto eu organizava tudo dentro da cômoda.
— Esse aqui vai na primeira gaveta — ela apontou. — Roupinha de recém-nascido tem que ficar fácil. Mãe cansada não pode ficar procurando.
Ri baixo.
— A senhora fala como se eu fosse dar conta de tudo.
Ela me olhou por cima dos óculos.
— E vai. Mas não sozinha.
Antes que eu