Continuação:
No corredor, algumas pessoas olham para mim rápido demais, demoram nos olhos. A barriga já não passa despercebida. Sinto meu corpo enrijecer, mas Maria anda ao meu lado como se fosse natural. Como se eu não estivesse sozinha.
Antes da porta, ela para.
— Lis… — hesita. — Fora daqui, eu não posso ser sua profissional.
Assinto.
— Eu sei.
— Mas posso ser alguém que se importa — completa. — Se você quiser.
Levanto os olhos.
— Eu quero.
Ela sorri. Pequeno. Discreto.
— E