Narrado por Bruno
Deixei a Melissa no hospital ainda com o gosto do café da manhã na boca e o cheiro dela grudado na minha pele. Ela sorriu pra mim antes de sair do carro, aquele sorriso pequeno, discreto, mas que me desmontava por dentro. O mesmo sorriso que me fazia querer largar tudo, sumir com ela e viver de outra coisa que não fosse fuzil e sangue. Mas não dava. O trono era meu, e no morro, coroa não se herda sem guerra.
Desci a favela pensando em tudo. Os dias tavam ficando pesados. Desde