CAPÍTULO 60 — PRIMEIRAS APROXIMAÇÕES
O telefone de Helena vibrou pela terceira vez naquela manhã. Ela estava sentada em sua nova sala — agora maior, com janelas amplas e uma vista que parecia simbolizar exatamente o que estava acontecendo com ela: crescimento, amplitude, força.
O nome na tela piscava de novo.
Arthur.
Ela fechou os olhos por um instante. Fazia semanas que ele tentava estabelecer conversas curtas, gentis, equilibradas. Nada sufocante. Nada invasivo. Nada que lembrasse o homem atormentado e quebrado que havia se afastado dela pensando estar fazendo o melhor.
Esse Arthur… era diferente. E isso a desarmava um pouco mais a cada dia.
Mas ainda assim, ela respirou fundo antes de atender.
— Oi — disse, num tom neutro, mas não frio. Não mais.
— Helena — a voz dele estava firme, madura, surpreendentemente calma. — Eu espero não estar atrapalhando.
Ela olhou em volta, cercada por relatórios, a equipe movimentando-se lá fora, gente que agora dependia dela, que confiava ne