Um silêncio perturbador
Já fazia pouco mais de uma semana que Abigail e Sérgio dividiam o mesmo teto. Ele saía bem cedo, antes mesmo de ela deixar o quarto, e quando voltava, se trancava no escritório até altas horas da noite. Tudo para evitar qualquer contato. Abigail notou, claro que notou. Mas, estranhamente, não se importou. Aquela havia sido, sem dúvida, a semana mais tranquila de toda a sua vida. Pela primeira vez, não havia gritos, não havia olhares desconfiados nem palavras cortantes. E, além de tudo, ela tinha