Um passado incoveniente
Após um tempo dormindo no ombro de Sérgio, Abigail acordou mas não se moveu. Ela ficou pensando e quase não acreditou nas palavras que ela mesma tinha dito. Aquilo saíra de sua boca sem pensar, guiado apenas pelo impulso — ou pelo calor do momento. Talvez as duas coisas. O homem sentado ao lado dela, com aquele perfume inebriante e o olhar que parecia atravessá-la, só fazia tudo parecer mais inevitável. Estar perto dele era como estar perto de algo perigoso, mas ao mesmo tempo viciante. Como uma