O céu estava limpo quando o carro deixou a cidade para trás. Abigail mantinha o rosto virado para a janela, observando as árvores passarem numa velocidade tranquila, como se cada uma carregasse lembranças que ela não queria encarar de frente. Seus pensamentos se misturavam ao som do motor e ao ritmo cadenciado dos pneus na estrada. O silêncio dentro do carro não era tenso, mas havia uma expectativa densa pairando entre os dois, como uma respiração suspensa.
Sérgio dirigia com uma mão no volante