Doze dias.
Era esse o tempo que separava o acidente daquela manhã silenciosa no hospital. Doze dias em que Abigail permanecia imóvel, envolta pelo som constante dos monitores, pelas luzes frias da UTI e pela expectativa sufocante que se acumulava a cada hora.
Para Sérgio, cada dia tinha se tornado uma batalha particular. Não aceitava sair dali. Dormia em cadeiras desconfortáveis, com o casaco dobrado como travesseiro. Barba cerrada, olhos vermelhos e uma tensão permanente no corpo denunciavam o