A viagem de volta parecia interminável. Mesmo com o bebê seguro, enrolado cuidadosamente numa manta azul e acomodado na cadeirinha especial, Sérgio não conseguia relaxar completamente.
O som suave da respiração do filho o acompanhava como uma melodia frágil, e a cada quilômetro percorrido, ele sentia o coração apertar — uma mistura de alívio e pressa, como se só pudesse respirar plenamente quando Abigail o tivesse nos braços outra vez.
Marcos, no banco do passageiro, olhava periodicamente para trás.
— Ele está tranquilo — disse, num tom mais calmo do que realmente sentia. — Nem parece que passou por tudo isso.
Sérgio manteve os olhos fixos na estrada.
— Ele é forte… igual à mãe.
O silêncio tomou conta por alguns instantes. O ronco do motor e o vento cortando pelos vidros pareciam embalar os pensamentos dos dois homens. De vez em quando, Sérgio olhava pelo espelho retrovisor, só para se certificar de que o pequeno estava bem.
Enquanto isso, na casa, o clima era de expectativa silencios