O tempo passou lentamente, mas com suavidade, trazendo cicatrizes que, aos poucos, se tornavam lembranças mais suportáveis. Abigail estava mais forte, emocionalmente e fisicamente.
O bebê, que agora completava três meses, crescia saudável, cheio de energia e expressividade. Cada sorriso, cada pequeno gesto parecia um milagre, uma prova de que eles haviam superado os piores dias.
Sérgio e Abigail ajustaram-se à rotina de cuidar do filho, com Luiza ainda presente como apoio constante, mas dando espaço para que o casal se reencontrasse como família.
As noites de sono eram interrompidas por mamadas e choros, mas cada momento estava carregado de ternura. Sérgio aprendia a ler cada sinal do bebê, e Abigail se sentia mais confiante, cada vez mais conectada ao pequeno.
A casa, que antes parecia silenciosa e tensa, agora se enchia de risadas suaves, pequenos passos e o som doce de brinquedos. O ar já não pesava — havia leveza nas manhãs, o perfume de café recém-passado, e o som de vida preench