CAPÍTULO 27
TH NARRANDO
Eu tava de boa com a minha mulher quando um cara liga pra ela.
É claro que eu não gosto, mas procuro não demonstrar.
Ela disse que ia sair, e mesmo confiando nela, mandei o Zóio fazer a segurança — porque o asfalto é cheio de perigo.
Me despedi dela e fui pra boca. Lá, encontrei o meu tio.
— E aí, bom dia, tio. — falei, fazendo o toque com ele.
— Bom dia. E a minha filha? — ele perguntou.
— Vai sair pro asfalto. Parece que vai voltar a trabalhar como modelo. — respondi, ainda bolado.
— E tu tá aceitando isso de boa? — ele perguntou, me encarando com a sobrancelha erguida.
— Na boa, eu não gosto nem um pouco.
Mas jamais vou interferir nos sonhos dela.
Se é o que ela gosta, eu vou apoiar…
Nem que, por dentro, eu morra de ciúmes. — falei, já imaginando os caras babando nas fotos dela.
Meu tio soltou um leve sorriso.
— Na moral, eu te admiro, filho. Tu é o cara certo pra ela.
Não podia deixar minha filha em melhores mãos. — ele disse, me deixando se