CAPÍTULO 13
GABRIELA NARRANDO
Passei a tarde toda trancada no quarto.
Quando acordei, a cabeça doía tanto que parecia que tinha levado uma surra — e, de certa forma, levei.
Fui até a cozinha, peguei um remédio e voltei pra sala.
Liguei a TV, mas nem consegui prestar atenção.
Olhei pro relógio: já eram quase dez da noite.
Voltei pro quarto, peguei o celular e liguei pra ver se tinha mensagem.
Assim que conectou, o WhatsApp começou a vibrar.
📱
TH: Oi, Gabriela. Tá tudo bem?
TH: Me dá alguma notícia, por favor.
Sorri de leve.
Era bom saber que alguém se importava.
Gabriela: Tá sim.
Só tô confusa.
O Júlio tá estranho, me tratando bem e dizendo que quer que a gente se acerte.
TH: Não cai na dele, Gabriela.
Eu também tô achando estranho tudo isso.
Qualquer coisa, me avisa.
Respondi com um emoji de positivo e apaguei as conversas.
Mas mal deu tempo — o Júlio já tava na porta.
— Desde quando tu tem um celular, Gabriela? — ele perguntou, vindo na minha direção e arrancando o aparelho da minh