A cela ecoa com meus gritos.
Eu soco a porta de ferro com força, uma, duas, várias vezes, sem sentir a dor nos nós dos dedos. O som metálico reverbera, devolvendo meu desespero em ondas.
— ABRAM! — berro, a voz rasgando minha garganta. — SOLTEM-ME!
As lágrimas descem quentes pelo meu rosto, mas não param meus braços.
— VOCÊS MATARAM ELE! — grito de novo, a palavra mataram saindo como uma faca. — VOCÊS MATARAM O MATTEO!
Minha respiração está descontrolada. O ar parece não entrar direito. Meu pei