A porta do quarto se abre com cuidado, mas o som ainda assim me desperta. Abro os olhos devagar, desorientada pelo escuro, até reconhecer a silhueta de Matteo entrando. Ele fecha a porta atrás de si e permanece parado por alguns segundos, como se estivesse tentando se localizar no próprio corpo.
Algo está errado.
Ele parece… agitado. Os movimentos não têm a precisão habitual. Há um peso nos ombros, uma tensão diferente, quase dispersa. Matteo De Luca nunca parece aéreo — mas agora parece.
Sento