A chuva caía fina, tamborilando nas janelas altas da ala onde Eliara estava confinada. A luz cinzenta da manhã mal atravessava as cortinas pesadas. Mas naquele dia, algo nela se recusava a aceitar a mesma rotina. O corpo ainda doía. A alma, mais ainda. Mas havia uma nova voz em sua cabeça. A loba estava acordando. Com isso Eliara viu e começou a perceber que não poderia ser boazinha para sempre, que as pessoas são más e sempre vão querer passar qualquer um para trás em prol do benefício própri