Eu me sentia fora de mim. Não era mais a Antonella racional, controlada, protetora. Era só um corpo pulsando, entregue a algo que nem sequer conseguia nomear. Quando o turista desconhecido — aquele homem que parecia saído de uma febre — me perguntou se eu sentia, minha garganta travou. Como explicar? Sua língua invadindo minha boca, seus lábios devorando os meus, os nossos corpos colados... Eu ardia.
Meu corpo pedia pelo dele com uma urgência que me envergonhava. Ele mal terminou o beijo e já m