Os trovões anunciavam o que viria.
A floresta parecia em suspense, as árvores inclinadas como se prestassem reverência à loba que agora caminhava entre elas com olhos de relâmpago. Aurora não era mais apenas a filha da lua perdida. Ela era o eco de um poder antigo, o despertar de uma linhagem esquecida, o ventre de um novo tempo.
A capa negra balançava atrás de si, presa aos ombros por presilhas de osso lunar. Morgra, silenciosa, observava do alto da colina. A aprendiz estava pronta. Mas não er