A floresta parecia dormir, mas Aurora não. Havia dias que sua alma oscilava entre a sombra e a luz, entre o que lembrava ser e o que estava se tornando. O treinamento da Matilha da Lua Negra a forjava como ferro sob fogo. A dor era constante, os limites, testados a cada passo. Mas nada era pior do que o vazio que crescia dentro de si.
Não o vazio da ausência.
Era... poder.
Poder que pulsava, se retorcia por baixo da pele. E que, naquele instante, ameaçava escapar.
Aurora andava em círculos entre