Os ventos do Norte sopravam gélidos, e mesmo com o corpo coberto de suor, Darius tremia. Mas não de frio.
Era madrugada quando ele acordou, arfando como se tivesse lutado contra mil inimigos. O peito subia e descia rápido, os olhos dourados arregalados encarando o teto da caverna como se pudessem rasgá-lo e atravessar céus e terras até encontrar ela.
— Aurora…
O nome saiu como um lamento, um sussurro amaldiçoado. E com ele veio a dor.
Um aperto no coração. Não físico, mas ancestral. Um vazio qu