Aurora acordou antes dos primeiros uivos da madrugada.
Não por insônia, mas porque, enfim, o corpo e a alma estavam alinhados.
A floresta da Lua Negra já não a assustava como antes. Os galhos retorcidos pareciam inclinar-se quando ela passava. Os olhos entre as árvores a seguiam — não com dúvida, mas com algo próximo de temor silencioso.
Naquela manhã, ela não hesitou ao vestir a túnica preta de guerreira. Já não sentia o peso da coroa invisível sobre sua cabeça — ela começava a vesti-la por vo