Capítulo 89. O retorno

Mais uma vez acordei no hospital, completamente desorientada. Olhei ao meu redor, sem lembrar direito como tinha ido parar ali. Instintivamente levei a mão à barriga e a senti murcha, vazia.

— Cadê a minha filha?! — gritei assustada.

— Calma, Sofia, está tudo bem. Sua filha está aqui — disse Tia Cleide, que eu nem havia percebido que estava no quarto.

Ela se aproximou de um pequeno berço ao lado da cama e pegou um embrulhinho delicado nos braços. Quando me trouxe, comecei a chorar, as lágrimas desciam sem parar pelo meu rosto. Eu estava ferida, sentia ainda os arranhões do mato e o corte da faca que passara de raspão, mas nada disso importava. Eu precisava segurar minha filha. Tia Cleide entendeu sem que eu dissesse nada e a colocou nos meus braços com cuidado.

Meu choro não era de tristeza, mas de alegria. Ao olhar aquele rostinho perfeito, aquelas mãozinhas minúsculas, tudo desapareceu. Minha vida começava ali, com ela nos meus braços.

— Ei… a gente conseguiu — sussurrei, segurand
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