A madrugada passou devagar.
Benjamin dormia pesado agora, respirando fundo, com o travesseiro apertado contra o peito. Eu quase não me mexia, com medo de acordá-lo. O quarto estava escuro demais para pensar em qualquer coisa além do som regular da respiração dele.
Em algum momento, acabei dormindo também.
Acordei com a luz fraca entrando pela janela e com um peso morno sobre o meu braço. Benjamin ainda estava ali. O cabelo bagunçado, o rosto tranquilo. Por alguns segundos, esqueci completamente