Na manhã seguinte, ele agiu como se nada tivesse acontecido.
Claro.
Acordei cedo, tomei um banho gelado pra ver se o fogo passava. Não passou. Coloquei um short e uma blusa folgada. Desci. Ele estava na mesa do café, tomando algo preto e amargo.
— Bom dia, senhor — disse, com a voz mais neutra que consegui.
— Senhorita — respondeu, sem olhar.
Nem um tremor. Nem uma piscada.
As crianças apareceram correndo. Léo me agarrou pela cintura.
— ELENA! Hoje vamos construir uma FORTELEZA!
— Uma fortaleza