16: O pai não faz paz com ninguém.
O Arthur desceu uma hora depois.
Eu estava na sala, ajudando a Lara a montar um quebra-cabeça. A velha estava na poltrona, de perna cruzada, tomando chá. Ela não tirava os olhos de mim. Não de um jeito assustador. De um jeito avaliador. Como se eu fosse um animal de zoológico e ela estivesse decidindo se eu merecia o bisturi ou o carinho.
— Elena — ela chamou.
— Dona Marguerite?
— Conte-me. Como conseguiu esse emprego?
— Hum... foi meio acidental. Eu vim para a entrevista. Não passei. Aí a Lara