Estava com medo.
Vi pelo canto do olho Arthur pegar o celular com uma calma assustadora…
— Marcos. — a voz dele saiu baixa, firme… e cortante como uma lâmina. — Quero você na Avenida Central agora. Tem um sedã preto colado na nossa traseira.
Meu estômago virou.
Eu senti o sangue fugir do meu rosto.
Arthur, no entanto, nem sequer mudou a expressão.
Do outro lado da linha, uma voz masculina respondeu imediatamente:
— Entendido, senhor.
Eu voltei meus olhos para o retrovisor.
O carro preto ainda