A caminhonete avançava pela estrada de terra que levava para fora de Vale Sereno.
Lenta.
Constante.
Como se cada metro percorrido fosse uma despedida silenciosa.
Eu olhava pela janela.
As casas ficando para trás.
A praça.
A clínica.
Tudo desaparecendo aos poucos.
Meu peito apertou.
Arthur dirigia em silêncio.
Mas diferente do silêncio de antes.
Esse tinha peso.
Eu podia sentir.
Os dedos dele estavam firmes demais no volante.
O maxilar levemente travado.
Algo estava incomodando.