A luz da manhã entrou suave pela janela.
Clara.
Silenciosa.
Quase tranquila demais para tudo que tinha acontecido na noite anterior.
Eu acordei devagar.
Por alguns segundos, não me movi.
Apenas senti.
O calor.
O peso leve de um braço ao meu redor.
Arthur.
Virei o rosto lentamente.
Ele ainda dormia.
A expressão relaxada — algo raro.
Sem tensão.
Sem o peso constante que ele sempre carregava.
Meu coração apertou de um jeito diferente.
Calmo.
Mas cheio.
Levantei a mão devagar e af