ARIEL MACEY
Acabei adormecendo com a mão de Henrico segurando a minha, enquanto o avião cortava a noite em direção ao Velho Mundo.
A escala em Frankfurt foi rápida. Henrico nos guiou pelo labirinto do aeroporto alemão com a facilidade de quem possuía o lugar. Ficamos numa sala VIP isolada, onde ele garantiu que eu comesse frutas frescas e bebesse muita água.
O segundo voo, para Florença, foi mais curto.
Quando o comandante anunciou o início da descida, olhei pela janela.
As nuvens cinzentas de Seattle e da Alemanha tinham ficado para trás. Abaixo de nós, a Itália se estendia como uma pintura a óleo. Colinas verdes e douradas, telhados de terracota, fileiras intermináveis de ciprestes e vinhedos. A luz do sol da tarde banhava tudo em um tom de mel.
Era lindo. De doer o coração.
Minha avó acordou, olhando pela janela com lágrimas nos olhos.
— É como nos filmes, Ariel! — ela exclamou. — Olha aquelas casinhas!
— Bem-vindas à Toscana — Henrico disse, guardando o tablet. E