ARIEL MACEY
DOIS MESES DEPOIS...
O Aeroporto Internacional de Seattle-Tacoma era um formigueiro de despedidas e reencontros. O barulho constante de rodinhas de malas, anúncios em alto-falantes e conversas multilíngues criava uma cacofonia que, estranhamente, me acalmava. No meio disso tudo, era fácil ser invisível.
Eu estava sentada numa das cadeiras desconfortáveis perto do portão de embarque A12, observando a pista através da parede de vidro. Lá fora, é claro, chovia. Uma chuva fina e pers