ARIEL MACEY
O táxi parou em frente à casa de varanda amarela em Ballard.
A chuva tinha dado uma trégua, substituída por uma neblina úmida que envolvia o bairro silencioso como um cobertor de algodão sujo. Paguei o motorista e desci, segurando minha mala pequena com uma mão e protegendo meu ventre com a outra, um gesto que já estava se tornando involuntário, parecia um tique nervoso da minha nova realidade.
Fiquei parada na calçada por um momento, olhando para a casa.
Era o lar que eu tinha