ARIEL MACEY
A primeira coisa que voltou foi a dor.
Não era uma dor aguda, mas sim um latejar rítmico, como se houvesse um pequeno martelo batendo contra a parede interna do meu crânio, logo acima da orelha direita levando até a nuca.
Abri os olhos com dificuldade. Minhas pálpebras pareciam pesadas, coladas por um sono químico e profundo.
A primeira imagem foi um teto branco. Com placas acústicas perfuradas e uma luz fluorescente. Não era o teto do meu quarto na mansão.
Virei o rosto devagar, sentindo uma repuxada na pele do couro cabeludo.
Pela janela, via-se apenas o reflexo das luzes da cidade contra um céu negro como piche. Anoiteceu. Quanto tempo eu tinha perdido? Eu caí mais ou menos... ao meio-dia? Talvez duas da tarde? Não consigo lembrar. A luz do sol estava forte quando Luna correu para o quarto.
Luna.
Onde ela estava? Ela tinha visto eu cair. Ela deve ter ficado aterrorizada.
Tentei me sentar, e só então que percebi o peso na minha mão esquerda.
Baixei o o