ARIEL MACEY
Fechei a porta do quarto de Luna e encostei as costas nela, tentando impedir que meu coração saísse pela boca.
Minhas mãos tremiam. Levei os dedos aos lábios, onde o hálito dele tinha batido segundos atrás.
Ele ia me beijar. Dante Velasquez ia definitivamente me beijar.
E, Deus me ajude, por um segundo terrível e insano, eu quis. Eu quis muito. O cheiro dele, a intensidade daquele olhar, o toque possessivo no meu cabelo... tudo isso acendeu um fogo no meu corpo que eu nunca senti antes.
— Você ficou maluca, Ariel? — sussurrei para mim mesma, fechando os olhos com força.
Balancei a cabeça, tentando expulsar a imagem dele da minha mente. Respirei fundo e me virei para o quarto.
Luna estava no meio do tapete, com o projetor ligado, girando com os braços abertos, tentando acompanhar as estrelas no teto.
A inocência da cena me trouxe de volta à realidade. Essa era a minha missão. Essa menina e minha avó. Não havia espaço para romance, muito menos com o homem que