ARIEL MACEY
O instinto primitivo gritou para eu largar o celular e correr. Gritou para eu me jogar aos pés dele e implorar, jurar que era um mal-entendido, inventar qualquer mentira patética sobre curiosidade feminina.
Mas eu sabia que a piedade não funcionava com Dante Velasquez. A competência, talvez.
Em vez de largar o celular ou pedir desculpas, respirei fundo, ergui o queixo e virei a tela do celular para ele, iluminando o próprio rosto com a prova do "crime".
— A iluminação está ruim mesmo — concordei. — Mas foi o suficiente para registrar o que eu precisava te mostrar antes que você assinasse essa bomba.
Dante franziu a testa, pego de surpresa pela resposta. A audácia não era algo que ele esperava de alguém que ele acabara de encurralar. Ele saiu das sombras do bar e caminhou até mim.
— Do que você está falando? — ele exigiu, parando a centímetros de mim. O cheiro de uísque e perigo emanava dele.
— Estou fazendo o trabalho que seus advogados caros esqueceram de fa