ARIEL MACEY
A volta para a villa foi silenciosa e tranquila. Vittoria apagou na cadeirinha cinco minutos depois de entrarmos no carro, segurando um urso de pelúcia novo que custava os olhos da cara, mas que Henrico também chamou de "preço justo".
Eu fui com a cabeça encostada na janela vendo a paisagem passar e a mão de Henrico repousando sobre a minha coxa, fazendo carinho com o polegar.
Chegamos à villa já era noite fechada. O céu estava cravejado de estrelas, sem a poluição luminosa da cidade para atrapalhar.
O silêncio do campo nos recebeu. Marly e Matilde deviam estar em seus quartos, pois a casa principal estava quieta, apenas com as luzes de fora acesas.
Henrico desceu do carro e pegou Vittoria com cuidado para não acordá-la.
— Eu pego as sacolas depois — ele sussurrou para mim.
Entramos. Subimos as escadas na ponta dos pés até o quarto de Vittoria. Eu tirei os sapatos dela, Henrico tirou o casaco. Colocamos o pijama nela sem que ela acordasse totalmente, apenas de