HENRICO VIGNETO
Estávamos dentro do quarto dela. O santuário que agora eu estava prestes a profanar — ou consagrar — com cada grama de desejo que eu vinha represando há vinte meses.
Ariel estava parada na minha frente, os olhos dela estavam dilatados, escuros, cheios de uma expectativa que fez meu sangue, que já estava quente, ferver.
— Você está tremendo — ela sussurrou, levando a mão ao meu rosto. Os dedos dela estavam frios contra a minha pele fervendo.
Soltei uma risada baixa e nervosa.