Fomos até meu escritório. Tranquei a porta e indiquei o sofá. Rafaela estava uma pilha de nervos, os dedos se enroscavam na alça da bolsa como se fosse um fio de salvação.
— E então? — perguntei, tentando manter a voz calma, embora já sentisse que vinha bomba.
— Eu... estou mesmo grávida. — Ela respirou fundo antes de dizer.
Arregalei os olhos, surpreso.
— Fiz um teste de farmácia de manhã e, pra confirmar, um exame de sangue. Mas você sabe que não é seu. — Ela me olhou, firme. — Não tem como s