Ela me olhou por alguns segundos, e bastou isso pra eu entender que nada do que eu dissesse apagaria o que ela estava sentindo.
Os olhos estavam marejados, o rosto ainda marcado pelas lágrimas, e aquela expressão de dor me atravessou como uma lâmina.
— Alana… — chamei baixo, dando um passo à frente.
Ela virou o rosto, como se minha voz doesse.
— Foi um mal-entendido. — tentei me aproximar mais um pouco. — Não é nada do que parece.
— Ata. — Ela riu, mas foi um riso amargo.
— Ei… — dei outro pas