O dia amanheceu cinzento, como se o próprio céu estivesse de luto. Aurora vestiu-se de preto, o tecido pesado cobrindo seus ombros enquanto ela encarava o espelho. O rosto pálido refletido ali parecia pertencer a outra pessoa. Os olhos fundos, a expressão vazia, os lábios apertados para conter tudo o que insistia em transbordar. Ainda não parecia real, ainda não fazia sentido.
Os procedimentos para o sepultamento foram rápidos. Ela não teve tempo de pensar, apenas seguiu o protocolo, assinou o