25. Quarto de hotel

Elise Quinn

O amanhecer ainda é cinza quando saímos da mansão. O céu não clareia, só vai ficando menos escuro, como se tivesse preguiça de ajudar. Eu carrego uma mochila pequena nas costas, nada além do essencial: roupas escuras, um celular que Kane deixou pronto com rastreador.

Atlas já está na garagem.

Ele me encara quando entro no banco do passageiro.

Seus olhos azuis afiados e o maxilar travado.

— Pronta? — perguntou.

Assinto.

— Ainda pode voltar atrás.

— Não vou voltar, Atlas. — reviro os olhos.

Ele acelera. Os portões se abrem devagar, a mansão some no retrovisor. Um carro nos segue discretamente para proteção.

Olhando fixamente para a janela me vejo observando o céu cinza. Quem seria meu pai? Quem eu era afinal… Eram tantas malditas perguntas que meu peito doía.

Após uns vinte minutos, ele quebra o gelo.

— Foi uma idiotice vir até aqui. — ele encarava o volante. — Parece que sempre estamos a um passo atrás. Sempre tarde demais.

Sinto o desespero na voz dele.

Estendo a mão d
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