22. Respostas
Elise Quinn
Não consigo dormir.
Meu corpo está exausto, pesado, dolorido… mas minha mente não cala. Cada vez que fecho os olhos, a voz de Kieran volta.
Eu sei muita coisa sobre você.
Se quiser respostas, me encontre.
Respiro fundo, encarando o teto escuro do quarto de hóspedes.
Viro de lado, depois de volta. O curativo puxa, incomoda, que inferno.
Com cuidado, me sento na cama. Meus pés tocam o chão frio. O relógio marca quase três da manhã.
Ótimo.
Abro a porta devagar e saio para o corredor. Sei que não deveria estar andando sozinha, mas não vou longe. O terraço fica logo ali. Preciso de ar.
A porta de vidro está aberta.
E ele está lá.
Atlas Cross encostado no parapeito, de costas para mim. A camisa social arregaçada até os cotovelos, o cigarro aceso entre os dedos. A fumaça sobe lenta, misturando-se à luz prateada da lua.
Por um segundo, penso em voltar, mas o barulho da minha respiração não passou despercebido por ele.
— Sem sono?
Dou um passo à frente.
— Você também não? — respon