106. Amor
Elise Quinn
O anel ainda estava na mão de Atlas quando eu me aproximei, encarando a pedra escura no centro, o vermelho seco que não refletia a luz como deveria, porque não era uma pedra de verdade, e sim algo muito mais cruel transformado em símbolo.
Eu deveria sentir medo.
Talvez até pânico.
Mas o que veio foi outra coisa.
Irritação. Cansaço de tudo aquilo.
Raiva de deixarem aquilo invadir um momento que… era nosso.
— Isso é uma brincadeira de mau gosto — falei, cruzando os braços com mais fi