A casa estava limpa. Finalmente.
Mas ao invés de me trazer algum alívio, aquilo só serviu pra escancarar o vazio.
Andei devagar pela sala, o chão brilhando sob meus pés descalços. As garrafas tinham sumido, os papéis também. A diarista que Maya contratou – e que eu paguei uma fortuna porque, segundo ela, “nem mesmo a zona de guerra que vi no Líbano parecia tão caótica” – deu conta do serviço. Ela foi embora resmungando, mas deixou o apartamento irreconhecível.
O sofá não tinha mais manchas. A